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Review: novo sistema operacional pode 'ressuscitar' Macs antigos

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Só quem não passou pelo Mountain Lion encontrará diferenças visuais consideráveis ao atualizar o Mac OS para a versão Mavericks, pois eles são praticamente iguais. Acontece que as grandes novidades do sistema operacional estão por baixo, elas têm relação mesmo com o desempenho do computador - mas vamos chegar nelas mais pra frente.

Ao terminar o processo de atualização - que dura cerca de 1 hora - o usuário se depara com o recurso de chaves do iCloud, que guarda senhas para o usuário não precisar digitá-las sempre. Até mesmo dados de cartão de crédito podem ser salvos com a segurança garantida pela criptografia AES 256 bits.

Passando isso, uma das primeiras coisas notáveis é a adição do iBooks e do Mapas, que tornam o Mac ainda mais integrado a outros produtos da empresa. Você pode comprar um livro pelo Mac para lê-lo no iPad ou baixar um PDF e compartilhá-lo entre seus dispositivos, o que pode ser ótimo para estudantes, por exemplo. Quanto ao Maps, dá para elaborar uma rota e, clicando no ícone de compartilhamento, mandá-la para o iPhone ou o iPad que ela aparecerá na tela bloqueada do aparelho.

O Calendário também foi repaginado, assim como as Notificações e o Finder, outro que ganhou boas novidades. A primeira delas é um sistema de abas idêntico ao dos navegadores - funciona da mesma forma, inclusive: para abrir a pasta em uma aba, segure o command antes de clicar sobre ela. A outra novidade são as tags que você pode adicionar a cada arquivo ou pasta; elas ajudam a organizar e categorizar tudo, até mesmo o que estiver no iCloud.

O Safari ficou um pouco mais social graças a um novo espaço que mostra todos os links que seus contatos compartilham pelo Twitter e pelo Linkedin. Levando em conta que muita gente usa essas redes justamente para compartilhar links, a aba do Safari é praticamente um streaming que precisa ser atualizado pelo usuário (porque ele não atualiza sozinho).


O que há por baixo

Como eu disse lá no começo do texto, as alterações visíveis são o que menos interessa no Mavericks. A Apple fez ajustes no sistema que tornam o computador mais rápido e a bateria, mais eficiente - o que é bem legal se pensarmos que até quem tem Mac de 2007 poderá instalar o novo OS.

O Mavericks comprime a memória em períodos de alto consumo, criando um espaço livre para que o computador permaneça rápido até quando vários apps estiverem abertos simultaneamente.

Em matéria de economia foi criado Timer Coalescing, que agrupa operações simples, reduzindo o uso da CPU em até 72%. Já o App Nap identifica aplicações que estiverem por trás de outras janelas e reduz a velocidade delas para salvar energia; ele também opera com as abas do Safari, deixando só a principal em velocidade máxima. Apenas com isso o Mavericks já reduz o consumo de energia da CPU em até 23%.

Aliás, o Safari ganhou um recurso pró-bateria só seu que reconhece o que você quer ou não ver e desativa animações até que elas sejam clicadas. Isso economiza 35% da energia da CPU. E o iTunes passa a contar com uma reprodução eficiente em HD que salva outros 35%.

No ano passado, quando publicamos aqui no Olhar Digital o review do Mountain Lion, eu escrevi que a empresa tinha criado uma plataforma bem social. Parece que a intenção com o Mavericks é outra: horizontalizar a experiência - uma vez que o novo OS pode ser capaz de dar sobrevida a um computador com seis anos de uso. Vale o download, ainda mais por ser gratuito.


#FONTE
 
Ótimo Tópico ! Parabéns com certeza esse novo sistema operacional ira ressuscitar os Macs antigod