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Ex-funcionário da Google passou um ano no pior trabalho do mundo.

A grande liberdade oferecida pela internet pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Enquanto existem aqueles que usam o meio para divulgar informações e entretenimento, há quem aproveite a grande liberdade do meio para publicar conteúdos horríveis que contêm o que há de pior na humanidade.

Para garantir que esse tipo de material não chegue ao público em geral, existem pessoas cujo trabalho é filtrar tudo o que há de mais repugnante na rede. Em entrevista ao site Buzzfeed, um ex-funcionário da Google revelou como é passar um ano tendo que olhar imagens aterrorizantes para se certificar de que elas nunca chegariam aos usuários dos sistemas da empresa.

Segundo o ex-empregado, cujo nome permaneceu em sigilo, seu trabalho era ficar horas em frente ao computador vendo conteúdos que incluíam decapitações, pornografia infantil, fetiches sexuais bizarros e imagens de violência extrema. Havia dias em que ele tinha que analisar aproximadamente 15 mil arquivos, incluindo vídeos capazes de revirar o estômago.
Falta de suporte psicológico

“A Google chamou alguém de uma agência federal para conversar comigo, e foi aí que me ocorreu que eu precisava de terapia. Ela me mostrou fotografias de atividades inocentes (como um teste de Roschach modificado) e questionou qual era minha primeira reação a elas. Eu falei algo como ‘isso é doentio!’. E era somente a foto de um pai com seu filho”, declarou o ex-funcionário.


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Segundo o entrevistado, a empresa decidiu dispensá-lo após seu contrato temporário de um ano ter chegado ao fim. Ele afirma que, apesar de a companhia ter pagado uma sessão de terapia após o fim do período de trabalho, depois disso ela deixou de fornecer qualquer espécie de suporte psicológico — situação que teria se repetido com vários de seus amigos que exerceram a mesma função.

O ex-funcionário afirma que esse tipo de atitude é comum quando se trata de funcionários temporários. “Se você foi contratado para essa função, você não passa de um nome e um departamento para eles”, afirma.


Fonte Aquie