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Campus Party terá 1º caixa eletrônico de bitcoin da América do Sul

A Campus Party Brasil 2014 terá o primeiro caixa eletrônico de bitcoin da América do Sul; a máquina pode chegar também em importantes centros comerciais de São Paulo, após o evento. Fabricado pela empresa portuguesa Lamassu, o caixa chega ao Brasil pelas mãos da Mercado Bitcoin, uma startup que media transações entre compradores e vendedores de criptomoeda. A compra de bitcoin com cédulas de real será aberta ao público da Campus Party de 27 de janeiro a 2 de fevereiro, em São Paulo.

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O equipamento aceitará cédulas de real para a compra de bitcoins. O contrário, a compra de reais com bitcoins, não será possível. O uso é simples: o cliente expõe um código em formato QR para a leitura do endereço da carteira de bitcoin e depois insere as notas de real.

A transferência é feita para o endereço indicado pelo código QR, que pode estar impresso em papel ou na tela do celular.

O presidente da Mercado Bitcoin, Rodrigo Batista, diz que qualquer pessoa pode usar a máquina. O protótipo foi apresentado pela primeira vez durante uma conferência de bitcoin na cidade de San Jose, no Vale do Silício, em maio de 2013.


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“Durante o desenvolvimento dela tivemos contato com os sócios da empresa para que fosse possível ser traduzida para o português e funcionasse com o real”, conta Batista. À startup brasileira coube a tradução e a conexão do equipamento ao site do Mercado Bitcoin.

Quem experimentar a transferência da criptomoeda por meio da máquina pagará o último preço de negócio do Mercado Bitcoin, somado à uma comissão de 2,5% do valor, explica o executivo.


Caixa de bitcoin pode chegar a centro financeiro de SP

Ainda de acordo com Batista, há planos para instalar o caixa em outro local após a Campus Party. A localização exata ainda está em negociação, mas tudo indica que será em um dos centros financeiros de São Paulo como Faria Lima, Paulista e Berrini.

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Além da apresentação do primeiro caixa eletrônico de bitcoin da América do Sul, o Mercado Bitcoin investirá na divulgação da criptomoeda durante a Campus Party. Batista conta que serão distribuídas pequenas quantidades de bitcoin para quem visitar o estande da empresa durante o evento.

O público também receberá material educativo com informações de apresentação da moeda e poderá participar do painel sobre o assunto programado para o palco Hypatia. “Esperamos que mais pessoas saiam interessadas na tecnologia de bitcoins. O caixa eletrônico é uma boa forma de dar uma 'cara física' a um conceito não tão simples e etéreo que é o de 'moeda virtual', destaca.



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Mercado de bitcoin em expansão

O bitcoin é uma moeda virtual, baseada em protocolos abertos de criptografia, e independente de uma autoridade central. As transferências podem ser feitas por um computador ou smartphone sem o intermédio de bancos.

As transações são registradas em bancos de dados distribuídos por redes P2P (ponto a ponto). A criptografia é usada para garantir que os bitcoins sejam gastos só pelo dono. O projeto permite ainda a propriedade e transferência anônima de valores.

Rodrigo Batista explica que no Brasil a adoção da moeda ainda está em estágio inicial.

“O número de pessoas interessadas tem aumentado exponencialmente. Acreditamos que hoje 90% das pessoas usem bitcoins no Brasil como investimento e apenas cerca de 10% delas o utilizam como meio de pagamento”, analisa.

O executivo espera que ao longo de 2014 mais pessoas adotem a moeda. Entre novembro e dezembro do ano passado, o Mercado Bitcoin operou em torno de R$ 11 milhões.


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